Mesmo se em alguns países (por exemplo a Aústria e Dinamarca) já começaram paulatinamente a abertura controlada dos regimes de confinamento pessoal e encerramento comercial, em Portugal este futuro começa a ser definido pelo Poder Público a partir dos bons resultados com as duras medidas de controle sanitário adotadas e obedecidas pela população e a eficiência dos serviços do SNS.

Um futuro económico que terá que ser reconstruído a partir de uma queda prevista de 7,8% do PIB pelo FMI(14/04/2020)e de uma taxa de desemprego a  recolocar os mais de 1 milhão de trabalhadores em “layoff”.Com certeza os estímulos e apoios não deverão ser apenas monetários mas provavelmente respeitando um contexto europeu de medidas de recuperação  que deverão começar a ser discutidas a partir de 23 de abril próximo.

É neste contexto de graves dificuldades macro e micro económicas que surgiu um enorme sentimento de SOLIDARIEDADE e mobilização social onde  encontra-se também o franchising como uma estratégia empresarial solidária por definição ao trabalhar em rede: “um por todos, todos por um”.

Franchisadores certamente estão atentos à situação de cada um de seus franchisados e de que medidas gerais e individuais deve implantar para a sobrevivência acrescida de cada unidade.  A idéia de solidariedade também deve estar sendo horizontal entre os próprios franchisados: uns a ajudar os outros.

Muito provavelmente esta grande crise vai adotar e consolidar “novas” formas de trabalho (o teletrabalho ou home office) e “novas” formas de comercialização, sobretudo o e-commerce e as entregas delivery e takeaway através de aplicações por telemóvel, mudando as necessidades de espaço em escritórios centrais e a da vinda do cliente ao local de compra.

Deve ficar evidente que no franchising nas horas de crise a “união faz a força” e neste sentido mais empresas portuguesas sobretudo as PME’s e aquelas localizadas em médias cidades ou mesmo em cidades mais isoladas deveriam pensar no franchising como forma de fortalecimento.  Um trabalho de palestras junto as associações comerciais seria oportuno para dar maior divulgação. Não será surpresa também pensar em franquias de conversão de empresas em dificuldades enquanto redes de negócios hoje operadas num modelo tradicional matriz X sucursal adotarem o franchising repassando  unidades para novos empreendedores.

Artigo escrito por José SCHWARTZ, CEO José SCHWARTZ Consultores Lda